Senhores do Crime
David Cronenberg – 2007
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Eastern Promises
David Cronenberg – 2007
Poppi Resolutions 2011
E acabou o pior ano dos 30 já passados do conjunto de moléculas orgânicas baseadas em carbono chamado Pedro Poppi.
Sempre terminava voltando ao zero, mas desta vez estou no negativo.
Quem devia e também quem eu não queria, usando matemática básica, desapareceu. A longo prazo, falta de reciprocidade aniquila qualquer motivação.
Completamente falido, mais estragado e bagunçado do que nunca, idealizando quem não se importa ou quem está fora do alcance e que despreza este submundo auto-destrutivo e contraditoriamente auto-piedoso, odiando pessoas que não conheço e odiando mais as que conheço e com o ego mais inflado que nunca graças ao excesso de estudo que o exagerado tempo livre me permite acumular, estou, finalmente, à deriva.
Por três vezes neste ano ouvi “não tenho tempo para isto”.
Pensando no assunto cheguei à conclusão de que, se todas as pessoas do mundo não têm tempo e são ocupadas demais, então isto tornou-se uma condição que todos temos que lidar, não funcionando mais como desculpas ou justificativa.
Em outras palavras, alegar não ter tempo não concede liberdade poética pra alguém se comportar de maneira egoísta com quem não deveria.
Segunda-feira fui questionado se não gosto de crianças. Sem intenção alguma de responder com uma punch-line, respondi que não gosto de adultos.
A única pessoa que nunca falhou em me impedir de chegar a tal conclusão e que nunca faltou com lealdade morreu este ano, de modo que, até segunda ordem, o ditado vira regra.
“Que tudo se foda”, decidi. E me fodi todo.
Gainsbourg – Vida Heróica
Joann Sfar – 2010
Independente se gosta da música ou não, assista “Gainsbourg (vie héroïque)”, a fábula disfarçada de biografia do músico francês Serge Gainsbourg, meu antigo sogro platônico (pai da Charlotte Gainsbourg).
Talvez o diferencial do filme é que o diretor, Joann Sfar, também é um quadrinista e a história já havia sido contada através de seus quadrinhos. Por esta razão que “La Gueule”, personagem de Doug Jones, encaixa-se tão bem na história, sendo o “Serge artista”.
E um adendo: Doug Jones virou meu mais novo herói ocidental do cinema. A elegância como ele move suas criaturas encaixou feito uma luva em La Gueule, sendo dele as mais criativas cenas.
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Gainsbourg – Vie Héroïque
Joann Sfar – 2010
Whether or not you like the music, watch “Gainsbourg (vie héroïque)”, the fable disguised as a biography of french musician Serge Gainsbourg, my oldest platonic-former father (father of Charlotte Gainsbourg).
Perhaps the difference is that the film’s director, Joann Sfar, is also a comic book creator and the story had been told through his comics. For this reason, “La Gueule”, Doug Jones character, fits so well in history, being the “artist Serge”.
And a addendum: Doug Jones has become my newest hero of western movies. The elegance as he moves his creatures fit like a glove in La Gueule, being his the most creatives scenes.
Biutiful
Alejandro González Iñárritu – 2010
Em uma das últimas vezes em que lhe falei, recebi notícias horríveis.
E nos poucos dias que restavam, descobri não ser possível dizer tudo o que deveria ter dito em 30 anos.
Me desculpe, minha mãe.
Principalmente por não lhe chamar de mãe.
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Biutiful
Alejandro González Iñárritu – 2010
In one of the last times I spoke to you, I received terrible news.
And in the few days remaining, I realized that is not possible to say everything that should have said in 30 years.
I’m sorry, my mother.
Especially for not call you mother.
Uma das várias páginas da HQ Katrina que não foram aproveitadas.
Quando comecei a desenhar New Orleans, comecei a pirar com todos aqueles prédios e casas e áreas urbanas. Andava estudando um pouco o trabalho do Paul Pope e achei que soluções mais rápidas no pincel resolveriam o problema.
Mas minha mão não é assim. Olho pra tudo que fiz assim e acho de um desleixo sem tamanho. É um dos casos onde é legal quando outro faz. Enfim…
Problemas pessoais travaram a conclusão da HQ Katrina. Um dia sai.
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One of several pages of comic book Katrina that were not taken.
When I began drawing New Orleans, started freaking out with all those buildings and homes and urban areas.
I was studying a little the work of Paul Pope and I thought the brush faster solutions solve the problem.
But that’s not how my hand works. Look at everything I did so and think of a size no slouch. It is a case where it is cooler when other does. Anyway …
Personal problems slowed down the completion of the comic book Katrina. One day…